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Santa Cruz de Monte Castelo e região 14:01
20/11/2015 às 06:17:00

Mais de 60 famílias ocupam área em Bataguassu

Redação
Imagens: (Nova News)
Desde o início desta semana, aproximadamente 65 famílias sem terras ocuparam o território do Reassentamento Aruanda, no município de Bataguassu. Os ocupantes reclamam que há cerca de seis meses cestas básicas não são repassadas às famílias e que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) não se manifesta quanto à visita para a realização de novos cadastros.

 

Segundo os sem-terras, várias audiências foram realizadas com a Companhia Energética do Estado de São Paulo (CESP), mas nenhuma informação foi repassada para o grupo. De acordo com uma fonte, que preferiu ter sua identidade preservada, as famílias contaram com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bataguassu para invadir o acampamento que pertence a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de MS (Fetagri-MS).


Segundo a fonte, a terra é motivo de disputa entre os municípios de Bataguassu e Anaurilândia. As famílias alegam que as terras foram compradas pela CESP e doadas à Bataguassu como forma de compensação de áreas alagadas nas margens do Lago da Usina Sérgio Mota, no Rio Paraná, na divisa entre os estados de MS e SP.


De acordo com os sem-terras, a espera pela divisão dos lotes já chega a mais de 12 anos. Eles acusam a CESP de retardar o processo. “Durante audiência pública, o promotor deu o prazo de 30 dias para que a Prefeitura Municipal e a CESP se manifestassem em favor das famílias. O prazo já foi excedido e até agora nada foi resolvido”, disse. Os ocupantes denunciam que há pessoas já assentadas utilizando as terras para a criação de gado, com suposta  autorização da CESP.

Entenda o caso


Em setembro deste ano, a Justiça mantinha bloqueados R$ 300 milhões da CESP para garantir a indenização das centenas de famílias que foram afetadas com a construção da hidrelétrica de Porto Primavera, que trouxe impactos ambientais e sociais em Brasilândia, Três Lagoas, Bataguassu, Santa Rita do Pardo e Anaurilândia.  


Segundo o presidente da Comissão criada na Assembléia Legislativa para acompanhar a demanda, deputado Amarildo Cruz (PT), este valor ainda é insuficiente, porque há uma estimativa de que seriam necessários R$ 500 milhões para reparar os danos ainda pendentes. Faltaria portanto bloquear mais R$ 200 milhões.


A questão voltou a ser debatida em uma audiência na Secretaria de Educação de Anaurilândia. Estiveram presentes, representantes das 70 famílias, residentes na zona rural de Bataguassu, que há 17 anos foram levadas para Assentamento Aruanda, que tem alguns lotes localizados no território de Anaurilândia.

Quase duas décadas depois, eles ainda seguem enfrentando dificuldades para ter acesso a certos serviços básicos, como escolas, ônibus e posto de saúde.  

 

Todos tiveram de ser reassentados porque suas propriedades em Bataguassu, foram alagadas para a formação da represa da usina hidrelétrica de Porto Primavera, construída pela CESP.

Tags: Postada por Silvio Angelo, ,
Germino Roz e Acácio Gomes / Nova News

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